Do latim solidate, soledade, solidão. Significa, de acordo com o dicionário informal, a lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de algo, ou alguém. Uma vontade de ter ou reviver.
Diante das tentativas cientificas de definir saudade noto que é impossível e seria perca de tempo tais tentativas. Saudade possui diversos significados, isso depende de quem o define. E não há de se encontrar no mundo alguém que não sentiu, ao menos uma vez, SAUDADE!
Nesse caso me pergunto: Como evitar esse sentimento?
Talvez se deixássemos de viver bons momentos, de encontrar boas pessoas e, principalmente, se esquecêssemos definitivamente esse tal... AMOR!
Pronto, não haveria saudade. Não haveria dor...
Mas também não haveria aquelas noites de amor, aquelas longas risadas, e aqueles dias de domingo em que ficamos deitados, juntos, ouvindo o maravilhoso som da chuva caindo.
Não haveria cinemas aos domingos, as esperas nas filas, as tardes maravilhosas. Não haveria nomes bobos que os apaixonados inventam, longas conversas ao telefone, presentes, surpresas, promessas e, com certeza, não haveria sonhos.
Hoje a saudade aperta meu peito. Lembranças de todos os maravilhosos momentos, das boas pessoas que encontramos nessa jornada. Saudades até do que não conseguimos nos lembrar. Essa saudade repentina e estranha que consegue nos sufocar durante horas. Saudades de pessoas, e hoje, em especial, de você (e seria perca de tempo citar nomes né?). E se nada disso tivesse acontecido? Se não tivéssemos nos conhecido? Se não tivéssemos descoberto o amor? Não, eu certamente não sentiria tanta saudade.
Mas a verdade é que todos querem e PRECISAM sentir saudades. Essa é a certeza de que a vida vale a pena, e vale se entregar aos bons momentos. É o que nos impulsiona a viver, a continuar mesmo diante dificuldades. Ela nos mantém vivos, e nos faz sentir vivos.
Hoje, sinto saudades suas, mesmo que eu saiba que nos encontraremos breve. E com certeza não me arrependo de ter te encontrado, te ter te amado (ou melhor, de estar te amando), mesmo que hoje o quarto esteja mais frio, e a noite demore a passar, eu faria QUASE tudo de novo. Não mudaria tanta coisa, talvez pequenas brigas que provoquei por coisas que hoje parecem grandes bobagens, de certa forma, quase tudo se torna bobagem diante um grande amor. No mais eu faria tudo de novo, mesmo com a certeza desse sentimento sombrio e gostoso de hoje. E quando a saudade passar e juntos esivermos eu farei de cada momento algo que se possa lembrar, e claro, que deixará saudades.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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